Margot Haddad faz parte desses jornalistas cuja trajetória não segue o percurso clássico das redações parisiennes. Nascida na Jordânia, formada nos Estados Unidos, passou pela CNN antes de se tornar um rosto familiar da LCI, ela encarna um perfil decididamente internacional no panorama audiovisual francês.
Uma formação na Columbia University que orienta toda a sequência
Antes de aparecer nas emissoras francesas, Margot Haddad construiu suas bases jornalísticas além do Atlântico. Ela é formada pela Columbia University Graduate School of Journalism, uma das escolas mais renomadas do mundo nesta área. Essa escolha acadêmica explica em grande parte a sequência de sua trajetória.
Essa formação americana lhe abriu as portas de redações de língua inglesa. Ela colaborou com CNN, NBC News, ITV e BBC. Todos esses meios exigem um domínio perfeito do inglês e uma capacidade de tratar a atualidade internacional em tempo real.
Para entender melhor o percurso de Margot Haddad jornalista LCI, seus anos americanos constituem uma base a não ser negligenciada. Foi lá que ela adquiriu os reflexos de um jornalismo voltado para o campo e o contato direto com as fontes políticas.

Margot Haddad na LCI: do estúdio ao programa que leva seu nome
O retorno de Margot Haddad à França ocorreu pelo grupo TF1. Ela se tornou apresentadora na LCI e colaboradora na BFM Business. Na LCI, ela se fez conhecer inicialmente por suas análises da política americana, um nicho onde seu perfil franco-americano lhe confere uma credibilidade rara.
Ela agora apresenta “20H Haddad”, um programa de primeira parte da noite na LCI. As páginas de programação do TF1 Info e TF1+ a apresentam como titular deste programa, com edições exibidas vários dias por semana. O formato é articulado em torno dos fatos marcantes do dia e de uma grande entrevista.
Passar de jornalista-analista a apresentadora de um espaço identificado com seu próprio nome representa um marco. Poucos jornalistas do canal de notícias do grupo TF1 obtêm um formato que leva seu sobrenome no título.
O que o formato “20H Haddad” revela sobre seu posicionamento
O programa não se limita a um telejornal clássico. O princípio da grande entrevista o aproxima mais de um formato de entrevista política, onde a jornalista conduz um cara a cara com uma personalidade. Esse posicionamento a distingue dos apresentadores que encadeiam breves e reportagens sem interação aprofundada.
O episódio Donald Trump: um acesso direto incomum para uma jornalista francesa
Em abril de 2026, Margot Haddad chamou a atenção muito além do círculo de telespectadores da LCI. Ela falou duas vezes com o presidente americano Donald Trump em menos de uma semana, diretamente por telefone. A informação, divulgada pela TV Magazine, surpreendeu por seu caráter incomum.
Por que esse episódio circulou tanto? Porque um acesso telefônico direto ao presidente dos Estados Unidos continua sendo excepcional para um jornalista francês. Os correspondentes em Washington não conseguem esse tipo de contato facilmente.
Margot Haddad descreveu os bastidores dessas trocas durante uma entrevista televisiva, explicando que estava em casa no momento de uma dessas chamadas. A anedota ajudou a reforçar sua visibilidade midiática e a consolidar sua imagem de jornalista conectada aos círculos políticos americanos.

Origens de Margot Haddad: o que é documentado e o que não é
Você pode ter lido em diferentes sites informações sobre as origens familiares de Margot Haddad. Algumas fontes atribuem a ela um pai de origem tunisiana e raízes espanholas ou sefarditas do lado materno. É preciso ser preciso sobre esse ponto.
Essas origens familiares não são confirmadas por uma declaração pública direta da jornalista. Seu perfil profissional não detalha a origem de seus pais. O que se sabe com certeza é que ela nasceu em 26 de fevereiro de 1988 na Jordânia e que se apresenta como jornalista franco-americana.
O nome “Haddad” significa “ferreiro” em árabe. É um sobrenome comum em vários países do Oriente Médio e do Magreb, usado tanto por famílias muçulmanas quanto cristãs. Esse único nome não permite, portanto, deduzir uma origem geográfica ou confessional precisa.
Bilingue francês-inglês, um marcador mais confiável do que suposições
Em vez de especular sobre raízes familiares não confirmadas, um elemento factual merece atenção: Margot Haddad é perfeitamente bilíngue em francês e inglês. É essa competência linguística, combinada com seus anos nas redações americanas, que define melhor seu perfil.
Ela conduz conferências internacionais em ambas as línguas. Várias agências de eventos a referenciam para esse tipo de prestação de serviços, o que confirma que seu bilinguismo não é apenas funcional, mas profissional.
O que realmente distingue seu percurso no panorama midiático francês
O perfil de Margot Haddad acumula várias características raramente reunidas em um apresentador de canal de notícias francês:
- Um nascimento no exterior (Jordânia) e uma formação em uma universidade americana de primeira linha, o que lhe confere uma rede e uma leitura da atualidade diferentes de seus colegas formados em escolas de jornalismo francesas
- Uma experiência concreta em redações de língua inglesa de grande porte (CNN, NBC News, BBC, ITV), não como freelancer pontual, mas como colaboradora regular
- Um formato televisivo que leva seu nome na LCI, sinal de uma forte confiança editorial por parte do grupo TF1
Esse percurso a coloca em uma categoria à parte. Ela não chegou à televisão francesa pelo caminho habitual de estágios em redações locais e depois uma ascensão gradual nas emissoras nacionais. Seu itinerário passou pelo internacional antes de retornar à França.
A sequência de sua trajetória dependerá provavelmente de sua capacidade de manter esse posicionamento híbrido, entre a atualidade francesa e a expertise americana, em um panorama midiático onde os canais de notícias buscam constantemente perfis capazes de se destacar.



